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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Humanos estão a tornar-se mais carnívoros, principalmente nas economias emergentes

Mäyjo, 20.01.14

Humanos estão a tornar-se mais carnívoros, principalmente nas economias emergentes

 

O ser humano está a comer cada vez mais carne e a mudança para uma dieta cada vez mais “carnívora” está a ser impulsionada pelas economias emergentes, como a China ou a Índia.

A conclusão é de um grupo de investigadores franceses, que estudou as relações entre os indicadores de desenvolvimento do Banco Mundial e a alimentação humana em países diferentes para concluir as relações entre as condições socioeconómicas, ambientais e de saúde e as alterações nos padrões da alimentação. Uma das principais conclusões é que o ser humano está a tornar-se mais carnívoro. Porém, o estudo também concluiu que já não podemos ser considerados predadores de topo.

O estudo, que analisa os hábitos alimentares de diferentes países, é o primeiro a calcular o nível trófico dos humanos – um indicador, do domínio da ecologia, que determina o nível da espécie humana na cadeia alimentar.

As algas e plantas estão no primeiro nível trófico, uma vez que criam o seu próprio alimento, ao passo que os herbívoros estão no nível dois e os animais que se alimentam de herbívoros no nível três. Os carnívoros que se alimentam de carnívoros mais pequenos estão no nível quatro e os carnívoros com poucos predadores, como os leões ou ursos, estão no nível cinco.

Sylvain Bonhommeau, do French Institute for Exploitation of teh Sea, que dirigiu o estudo, concluiu que o nível trófico da raça humana era de 2,21 em 2009, o que nos coloca mais perto dos herbívoros do que dos carnívoros. “Estamos mais perto dos herbívoros que dos carnívoros. Isso muda a percepção de se ser um predador de topo”, afirma o investigador à Nature.

Porém, esta realidade pode estar a mudar. Na pesquisa foram analisados dados relativos a 102 tipos de alimentos para calcular o nível trófico de 176 países entre 1961 e 2009. No decorrer destes 50 anos verificou-se que o consumo de carne e de gordura por parte da população mundial aumentou, o que fez com que a espécie humana avançasse 3% na cadeia alimentar ou 0,06 pontos.

Apesar de parecer uma pequena variação, os especialistas acreditam que é uma grande mudança. Thomas Kastner, da Universidade de Alpen-Adria, em Viena, indica que o facto de o nível trófico de um animal ser calculado a partir da soma dos diferentes animais que consome, que por sua vez podem pertencer a níveis tróficos diferentes, uma variação de 0,1 significa que um predador no topo da cadeia alimentar – o que inclui os humanos – está a consumir mais carne.

No entanto, este aumento não é linear em todos os países. Países como a China ou a Índia, que tradicionalmente têm uma dieta baseada em arroz, estão a consumir cada vez mais carne, uma vez que atravessam um ciclo económico de forte crescimento, o que lhes permite comprar produtos mais caros, como a carne.

 

Foto:  mccun934 / Creative Commons

Aquecimento global está a transformar a tundra em florestas

Mäyjo, 20.01.14

Aquecimento global está a transformar a tundra em florestas

 

Plantas e arbustos estão a colonizar partes da tundra do Ártico, de acordo com um estudo elaborado por cientistas da Finlândia e da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Segundo o estudo, este fenómeno começou há quatro décadas e poderá levar ao aumento das pressões climáticas, caso seja replicado a uma escala maior.

A investigação percorreu uma área de 100 quilómetros quadrados – o tamanho da Islândia -, no noroeste da tundra Euroasiática, da Sibéria à Finlândia. Utilizando dados de imagens de satélite, trabalho de campo e observações de pastores de renas locais, o estudo concluiu que entre 8 a 15% da área de tundra é agora composta por salgueiros e amieiros com mais de dois metros.

“É uma grande surpresa ver estas plantas reagirem desta forma”, explicou o principal autor do relatório, Marc Macias-Fauria, da Universidade de Oxford. O estudo foi publicado ontem no jornal Nature Climate Change.

Há alguns anos, os cientistas acreditavam que os efeitos das alterações climáticas no Ártico demorariam séculos. “Descobrimos arbustos que já se estão a transformar em árvores em apenas algumas décadas”, continuou o autor.

Assim, os cientistas acreditam que o aquecimento no Ártico ocorre a um ritmo duas vezes mais rápido que no resto do mundo. Segundo especialistas, este fenómeno deverá atrair mais desenvolvimento relacionado com a procura de gás e petróleo e atrair renas e outros animais, que se alimentam de arbustos.

 

in: Green Savers